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Agenda Cultural

Centro Cultural Matarazzo

CENTRO CULTURAL MATARAZZO S/A IRF MATARAZZO

DE INDÚSTRIA A CENTRO CULTURAL

As indústrias Matarazzo, uma das primeiras grandes referências comerciais e industriais da cidade e região, participaram da importante mudança na história econômica, quando a principal atividade agrícola e fonte e recursos deixa de ser o café e passa a ser o algodão e a agroindústria. A Matarazzo iniciou suas atividades na cidade em 1937 instalando-se em antigos galpões da Companhia Marcondes de Colonização, Indústria e Comércio, adquiridos e transformados arquitetonicamente nos padrões das empresas Matarazzo.

As IRF Matarazzo atuaram na cidade até a década de 1970, quando em todo o país começou o declínio do complexo industrial, sendo vendidas, arrendadas ou hipotecadas sucessivamente suas instalações. A atividade industrial cessou e os galpões ficaram abandonados e desocupados, o que gerou uma movimentação diferente e reivindicatória. A comunidade cultural passou a lutar pela recuperação e ocupação do espaço e sua transformação em Centro Cultural.

O primeiro e importante passo foi o movimento pelo tombamento do imóvel e toda a sua área, iniciado por vários segmentos sociais, encabeçados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico – CONDEPHAAT – que mobilizou toda a comunidade. O tombamento definitivo viria em 1987 pelo Decreto do Executivo Municipal nº 6.128.

Mas, apesar da batalha vencida, a guerra prosseguiu pois a antiga sede das IRF Matarazzo passou por um processo de deterioração de seus edifícios que se encontravam em péssimo estado de conservação, estruturalmente comprometidos e praticamente abandonados. A deterioração considerada por muitos como irrecuperável, gerou algumas opiniões contrárias que afirmavam recentemente que “apenas alguns iluminados queriam recuperar a Matarazzo e transformá-la em centro cultural”. Apesar das críticas e de todo o movimento contrário, a antiga Matarazzo vai se transformando a olhos vistos e rapidamente. A cuidadosa recuperação dos velhos galpões emociona quem a observa e acompanha e traz de volta uma época de dinamismo, de produção e de crescimento.

Setenta anos depois do início de suas atividades, as IRF Matarazzo ressurgem em toda a sua imponência e importância, devolvidas à cidade novamente como uma fábrica, mas uma fábrica de sonhos, oferecendo um produto muito importante que transforma vidas, redireciona comportamentos, cria cidadania e sensibiliza: a Cultura.

Nasce uma das mais importantes fábricas da cidade e região, o Centro Cultural IRF Matarazzo que com certeza já é um marco, como a Matarazzo foi, por sua produção e atividade como referência para a região e o Estado de São Paulo. O nobre produto que sai de suas diversas ações que contempla uma programação de difusão de eventos, cursos de formação artístico/cultural, projetos de fomento e informação tem sido consumido democraticamente em grande escala pelo público e consequentemente vai transformando não apenas vidas, mas toda uma comunidade ao entorno, que convive com as mais nobres expressões humanas, a Cultura e as Artes em seu cotidiano.

Texto: Ronaldo Macedo

 

Localização

Rua Quintino Bocaiúva nº 749 – Vila Marcondes – CEP: 19030-000 – Presidente Prudente/SP –

 

Contato

Telefone: (18) 3226-3399

Site: www.culturapp.com.br

E-mails:

Administração: admcultura@culturapp.com.br

Produção Cultural: difusao@culturapp.com.br

Agendamento: agendaccm@culturapp.com.br (para espaços em geral)  |  informacao@culturarapp.com.br (Teatro Paulo Roberto Lisboa e IBC)

Biblioteca: biblioteca@presidenteprudente.sp.gov.br

 

Horário de funcionamento

Visitação: De segunda a sábado, das 8h30 às 22h. Aos domingos, das 16h às 22h.

Administração: De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

 

Equipamentos que compõem o Centro Cultural Matarazzo

 

AUDITÓRIO “SEBASTIÃO JORGE CHAMMÉ”

Sociólogo, mestre em Ciências Sociais, doutor em Saúde Pública pela USP (Universidade de São Paulo), com pós-doutorado na França, Livre-Docente em Teoria Sociológica pela Unesp (Universidade do Estado de São Paulo – Marília). Ocupou o cargo de coordenador do NEPE (Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão), das Faculdades “Antônio Eufrásio de Toledo”. Na posição de Maestro e Pianista, fez da arte um estilo de vida. Foi professor do Conservatório Dramático e Musical de Presidente Prudente, atual Escola Municipal de Artes Profª Jupyra Cunha Marcondes, onde ministrou aulas de Teoria Musical, Harmonia,  Análise Musical, Orquestra, Acordeon e Piano.

BIBLIOTECA MUNICIPAL “DR. ABELARDO DE CERQUEIRA CÉSAR”

Com a Lei Municipal número 52, a denominada Biblioteca Municipal Dr. Abelardo de Cerqueira César foi oficialmente criada no mandato do Prefeito Domingos Leonardo Cerávolo, no dia 12 de outubro de 1944. O nome dado é decorrência de uma homenagem ao Advogado, Deputado e posteriormente Senador que relatou o projeto de lei que fez o Município e a Comarca de Presidente Prudente.

BOULEVARD “OS SOMBRAS” E “OS TEMPERAMENTAIS”

O Boulevard homenageia dois grupos musicais, “Os Sombras” e “Os Temperamentais”. Criado em 1966, o primeiro era formado por jovens com repertório marcante nos anos de ouro da Jovem Guarda. Composto, inicialmente, por quatro integrantes (Palé, Jair, Carrara e Júlio), o grupo evoluiu incentivado por padrinhos como: Hélio Athia, Antônio Macca, Óttimo Carrara, José Vinícius Barbosa e Geraldo Soller. Mais tarde também fizeram parte do grupo: Ernani, Bayard, Sérgio, Benga e Anthony. O segundo era composto por Deodoro, Nélio, Renato, Nenê e Laert. Formado em 1965, tocava em bailes, quermesses, festas e também acompanhava diversos cantores famosos em vários estados do país. Fizeram parte do grupo: Paulinho, Toninho, Adalberto, Rui, Arlindo, Aldo, Ageu e Pinduca.

CINEMA “CONDESSA FILOMENA MATARAZZO”

A Sala de Cinema foi batizada com o nome de “Condessa Filomena Matarazzo”, filha de Amália Ferreira e Andrea Matarazzo, um dos 14 filhos do Conde Matarazzo, italiano que se tornou o maior industrial da América do Sul. Filomena se casou com Anésio Lara Campos em 1926, falecido dois anos depois em decorrência de um acidente de lancha. A segunda união se deu com Paulo Cochrane Suplicy que durou até 1977, quando ele sofreu uma parada cardíaca aos 80 anos. Apesar da aparência frágil, ela foi o alicerce de uma família com mais de 160 descendentes, teve 11 filhos, entre eles está o político Eduardo Matarazzo Suplicy.

CORETO “FRANCISCO ARTONI”

Francisco Artoni é de origem italiana e veio para o Brasil aos 9 anos de idade em 1895. Era conhecido como “Chico Cego”. Sempre acompanhado  de seu fiel cachorro (Feroz), que lhe servia como guia, e de sua sanfona. Tocava em bailes, casamentos e animava festas nos sítios e vilas em Presidente Prudente e região, em meados de 1945.

ESCOLA MUNICIPAL DE ARTES “PROFª JUPYRA CUNHA MARCONDES”

No início da década de 1950, Jupyra Cunha Marcondes, esposa de Paulo Kruger Soares, filho do colonizador e prefeito de Presidente Prudente, em 1928, José Soares Marcondes, idealiza seu sonho de uma escola de música e arte dramática. Professora de Música e canto orfeônico do Colégio São Paulo e Intituto de Educação Fernando Costa viu realizar em 15 de março de 1952 sua quimera, o Conservatório Municipal de Arte Dramática de Presidente Prudente, através da lei municipal 169.

GALERIA “TAKEO SAWADA”

A galeria de artes recebeu o nome de “Takeo Sawada”, imigrante japonês. Como artista plástico impressionista recebeu o prênio “Imperial” em 1929, através do Governador da Província de Ibakari, no Japão, na pintura infantil do Japão, visitada pelo Imperador Hiroito em 1931 na Exposição Nacional de Pintura dos Estudantes do ginasial e colegial. Chegou ao Brasil em 1933 e ganhou diversos prêmios em exposições por todo o país. Passou a dedicar-se, em 1973, ao ensino da arte para crinaças através do “Curso de Pintura Infantil” na ACAE de Presidente Prudente. Muitos de seus alunos receberam reconhecimento e premiações.

TEATRO “PAULO ROBERTO LISBOA”

Popularmente conhecido como “Caracu”, o Teatro recebeu o nome de “Paulo Roberto Lisbôa”. Prudentino, técnico em contabilidade e professor de Ciências Físicas e Biológicas no Colégio Joaquim Murtinho. Em 1969 conseguiu o registro de professor musical no instituto Vila Lobos no Rio de Janeiro. Dirigente de fanfarra e corais, participou ativamente do Teatro Amador sendo membro de comissões técnicas de festivais de teatro, tornou-se Delegado Regional de Cultura em 1984 e nomeado membro do Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico). Consolidou-se como proeminente ativista cultural.

BIBLIOTECA INFANTIL “BENJAMIN RESENDE”

ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA

ATELIÊ DE ARTES VISUAIS

SALA DE EXPOSIÇÕES

SALAS MULTIUSO

ESTÚDIO DE AUDIOVISUAL