NOTÍCIAS - DIFUSÃO E EVENTOS
MOSTRA DE CINEMA FRANCÊS
09/06/2009
Por: Assessoria de Imprensa
 
O Centro Cultural Matarazzo realiza, de 08 a 19 de junho, na sala Condessa Filomena Matarazzo (Cine Matarazzo), Mostra de Cinema Francês.

Serão duas semanas de segunda a sexta-feira com um total de dez (10) títulos diferentes.

A mostra tem o objetivo de divulgar atores, diretores e o cinema francês como um todo.

Sem a produção “hollywodiana”, os filmes são alternativos e por sua origem, dificilmente apareceria numa grade de canais abertos de televisão. Trazem atores consagrados, sobretudo franceses, indicações de prêmios como, por exemplo, Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 1970 para o filme “O joelho de Clair”, com exibição na mostra do Centro Cultural Matarazzo para o dia 11/06.

A mostra também traz diretores consagrados como Jean Cocteau, Agnes Varda, Georges Franju, Godard entre outros.

Mais informações Secretaria de Cultura e Centro Cultural Matarazzo
Celso Aguiar / Lincoln César
(18) 3226-3399
www.culturapp.com.br

Programação:

Segunda Feira
08/06/2009

Filme: ORFEU – Jean Cocteau (1949), 95 min. Leg. Português, 19h30

Cocteau, numa visão pessoal, transporta a lenda de Orfeu para França moderna. Orfeu (Jean Marais), grande poeta idolatrado e imitado por poetas mais jovens, precisa de novas inspirações. Inspirações que irá buscar fora do nosso plano material, através de um espelho ele penetra num universo onírico e espiritual. Obra prima do cinema poético, na qual se destacam a fotografia com seu escuro aveludado e belíssimos contrastes de luz.


Terça Feira
09/06/2009

Filme:- O ANO PASSADO EM MARIENBAD – L´Anée dernière à Marienbad – Alain Resnais (1961), 86 min. Leg. Português, 19h30

Ambientado em um hotel europeu, este filme tem três personagens principais: 1) o Narrador, que faz o voice-over do filme; 2) a Mulher, por quem o Narrador é obcecado; e 3) o Outro Homem, com que a Mulher veio para o hotel. O Narrador fala repetidamente para a Mulher, que eles passaram o ano anterior juntos e implora que ela parta com ele. A Mulher se mantém dizendo que desconhece o que ele está falando, mas seu comportamento demonstra o contrário. Enquanto isso, a presença do outro Homem no hotel, complica a vida da Mulher e do Narrador. Este filme, não delineia os personagens nem tem argumento como tradicionalmente conhecemos, mas é considerado um filme intelectualmente e emocionalmente engajado. Em primeiro plano, assistir a essa obra, nos faz contemplar e a perguntar: Será que entendi algo? Num segundo plano, o filme nos dá consciência: das nossas próprias confusões emocionais, nossos anseios conflitantes e das nossas recordações nebulosas. Seu lançamento em Cannes, causou furor na imprensa e na crítica mundial, fato este que foi encarado com extrema naturalidade pelo diretor. Experimental e único. Fantástico!


Quarta Feira
10/06/2009

Filme:- O DEMONIO DAS ONZE HORAS – Pierrot Le Fou - Godard (1965), 110min. Leg. Português, 19h30

Ferdinand e Marianne, antigos amigos se reencontram e passam a noite juntos. Marianne prefere chamá-lo de Pierrot. Quando amanhece, um cadáver é encontrado no apartamento e uma história meio sinistra sobre gângsters os obrigam a fugir. Depois de muitas loucuras, eles acabam numa praia. Marianne se cansa de tudo, trai Ferdinand com o chefe dos gângsters e morre por isso. Ferdinand pinta o rosto de azul, amarra explosivos na cabeça, acende o pavio, se arrepende tarde demais. A dupla protagonista é vivida pelos atores preferidos de Godard, Belmondo e A. Karina.


Quinta Feira
11/06/2009

Filme:- O JOELHO DE CLAIRE - Lê Jenou de Claire – Erik Rohmer - (1970), 103 min. Leg. Português, 19h30

Jerome, um homem maduro prestes a se casar, conhece Claire, uma garota adorável e muito mais jovem. Um forte sentimento logo envolve o sério diplomata e a frágil, porém lúcida, garota. Como ele poderia resistir à sua personalidade, à sua inteligência e, sobretudo, como não ficar excitado com aqueles joelhos...
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro - 1972. Melhor Filme - Festival de San Sebastian – 1971


Sexta Feira
12/06/2009

Filme:- CAIS DAS SOMBRAS – Le Quais des Brumes – Marcel Carné - (1938), 91 min. Leg. Português, 19h30

Numa estrada nebulosa, um soldado solitário busca refúgio num bar de beira de estrada, onde várias almas perdidas remoem as suas melancolias. O soldado é Jean (Jean Gabin), e sua solidão é interrompida, quando ele encontra Nelly (Michele Morgan), uma andarilha depressiva e se apaixonam. Ele mergulha de cabeça nos problemas de Nelly, um segurança mau caráter, que sempre a persegue, tentar chantagear Jean. Um gângster de pavio curto e o segurança se unem para amedrontar e humilhar Jean diante de todos os moradores da cidade. O roteiro e os diálogos são perfeitos (Pierre Dumarchais - Jacques Prévert), aliados as interpretações de um elenco fantástico, fazem desta produção, mais uma obra prima de Marcel Carné, o mesmo diretor de, O Boulevard do Crime / Children of Paradise. Considerado pela crítica mundial, um clássico do realismo poético francês e o melhor filme do gênero "noir" europeu. Bárbaro, tocante e sensível!


Segunda Feira
15/06/2009

Filme:- CLÉO DAS 5 ÀS 7 – Cleo from 5 to 7 – Agnes Varda – (1962) 90 min. Leg. Portugues, 19h30

Agnès Varda, uma visionária da "new wave" francesa, capturou a atmosfera de Paris dos anos 60, mostrando os questionamentos de uma mulher solteira enquanto espera o resultado de uma biopsia. Uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher. Cléo das 5 as 7, mostra uma mistura profunda de realidade com sofrimento.
Com trilha sonora de Michel Legrand (Guarda-chuvas de Cherbourg), uma obra prima fantástica que inspirou Legrand, Jean-Luc Godard e Anna Karina.


Terça Feira
16/06/2009

Filme:- OLHOS SEM ROSTO – Lês Yeux sans Visage – Georges Franju – (1959) 90 min. Leg. Português, 19h30

“Os Olhos sem Rosto” (Les Yeux sans Visage, França/Itália, 1959) faz parte da galeria de filmes que, embora obscuros para o grande público, são idolatrados por uma minoria de cinéfilos interessados em filmes de horror. Primeiro trabalho em longa-metragem de um dos fundadores da legendária Cinemateca Francesa. O tempo se encarregaria de mostrar, no entanto, que o trabalho de Georges Franju vai além da simples proposta de meter medo na platéia, construindo delicadamente uma atmosfera fantasmagórica que permanece no subconsciente muito tempo depois de terminada a projeção. Para Pauline Kael, grande crítica norte-americana e maior nome em atividade na profissão durante os anos 1960 e 1970, o filme tinha uma qualidade etérea que transcendia os encantos do gênero maldito, possibilitando mesclar elementos de gêneros díspares – o surrealismo, o thriller policial e o naturalismo macabro do teatro Grand Guignol – para construir algo único.


Quarta Feira
17/06/2009

Filme:- O SAMURAI – Le Samourai - Jean-Pierre Melville – (1967) 105 min. Leg. Português, 19h30

Considerado um clássico do gênero "noir" europeu. O diretor francês Jean-Pierre Melville fez um filme de gângsteres que só teve sua liberação para o público dos Estados Unidos, depois de severamente cortado e reeditado. Sua versão dublada, América intitulou-se The Godson. Trinta anos depois de seu lançamento incial, Lê Samurai (1967), finalmente foi liberado nos EUA em sua versão original sem cortes como na França. Alain Delon estrela como Jef Costello, um assassino de aluguel profissional de Paris, que pela natureza do seu trabalho, não tem amigos. Embora seja amado por Jane Lagrange (Natalie Delon, sua esposa na vida real), Costello sabe que Jane tem um amante. Depois de um desentendimento com o dono de uma boate e seu chefe, Costello descobre que ele foi visto pelo pianista do clube, Valerie (Cathy Rosier). Embora Jef tenha se livrado da polícia graças a uma mentira de Valerie, seu álibi se desintegra rapidamente e o seu sombrio contratador, cancela seu contrato. Como busca vingar-se do traidor, Costello também tem que encarar o inteligente e determinado policial (François Perier). Filme que influenciou vários diretores, como John Woo, em The Killer / O Assassino (1989). Maravilhoso e importante filme do gênero.


Quinta Feira
18/06/2009

Filme:- O DINHEIRO – L´Argent – Robert Bresson – (1983) 81 min. Leg. Português, 19h30

Inspirado num conto do grande escritor russo Liev Tolstói, O Dinheiro é o último filme do mestre Robert Bresson (1901-1999), um dos maiores diretores da história do cinema. Por essa impressionante obra-prima, Bresson recebeu o prêmio de melhor direção no Festival de Cinema de Cannes.
Um jovem rapaz chamado Yvon decide usar uma nota falsa de 500 francos, dando início a uma seqüência de acontecimentos surpreendentes.
Com seu rigor formal característico, Bresson realiza um fascinante drama moral sobre a reificação das relações humanas no mundo contemporâneo. O Dinheiro é brilhante em todos os sentidos.


Sexta Feira
19/06/2009

Filme:- OS AMANTES CONSTANTES - lês amants reguliers – Philippe Garrell (2005) 178 min. Leg. Português, 19h30

Pois o cinema de Garrel é acima de tudo um cinema de situações, de pedaços desgarrados de tempo e espaço, de impressões, delírios, indecisões, medos, indefinições, prazeres. Cada personagem movimenta-se num espaço impreciso, como se cada lance do cotidiano fosse um caminhar na corda bamba, como se a vida que conhecemos se tornasse instantaneamente na zona de Stalker de Andrei Tarkovski, um fluxo selvagem e imprevisível. O todo cede ao particular: no começo de Amantes Constantes, a câmera captura o conflito dos estudantes contra a polícia filmando sempre do chão, como um observador estático, pouco curioso até. Vemos apenas parte, mas o importante não é que reconstruamos pela parte o todo (o que, como espectadores, acabamos fazendo de qualquer jeito a partir daquilo que nos é permitido ver), mas que a parte consiga dar toda a dimensão de intimidade da situação, consiga conferir a ela uma atmosfera e uma densidade particular que, precária (no sentido da percepção), coloca em evidência a sensação sobre a narração, o sentido do "estar lá" sobre aquilo que está sendo contado. É uma nova materialidade, uma concretude do íntimo que nasce da persistência do tempo no plano e da forma como o nexo das seqüências, a continuidade da trama, parece a nossos olhos desconectada de um fluxo lógico de coisas acontecendo. Philippe Garrel faz parte de uma geração no cinema francês, junto com Jean Eustache e Maurice Pialat, que desconfiou dos poderes e dos pressupostos da narrativa, e aproveitou o momento de liberação que foi a nouvelle vague para fazer seu estilo evoluir não exatamente contra (como Godard), mas abstraindo do funcionamento dela. Deles, Garrel foi sem dúvida o que levou mais longe o desvio para fora da narrativa. Como Eustache e seu desejo de fazer o cinema "voltar a Lumière", há em Garrel um desejo de depuração que parece buscar algo primitivo, algo originário na imagem, algo que teria sido desvirtuado por uma ênfase eminentemente narrativa do cinema. Daí compreende-se com mais facilidade o período "não-narrativo" (no sentido de coerência e consistência do mundo diegético, personagens, verossimilhança, etc.) que vai do começo da carreira do cineasta e só para em 1982, quando surge L'Enfant sécret. Se há titubeio e um abraço por completo do cinema "narrativo" depois disso, é porque essas suas primeiras experiências nesse novo terreno revelam que um liame frágil de apresentação de fatos e personagens com alguma consistência surpreendentemente não desvirtuam a densidade e a característica originária dessas imagens em movimento

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No final de cada filme acontecerá uma rodada de debate sobre o filme apresentado.
Mediador do debate: Walner Silvestre – 9701-6284 Secretaria Municipal de Cultura Centro Cultural Matarazzo
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